A consulta envolve a análise cuidadosa de diferentes informações e leva, em geral, de uma a uma hora e meia.
1. História clínica. A avaliação começa pela história do paciente: idade de início dos sintomas; tipo de sintoma visual — visão central de perto e de longe, visão de cores, visão de contraste, visão periférica em ambientes com alta, média e baixa iluminação, sensibilidade à luz; velocidade de progressão; exames já realizados; diagnósticos oftalmológicos prévios; diagnósticos gerais não oftalmológicos; e medicações em uso ou já utilizadas.
2. História familiar. É uma parte essencial da genética ocular. Durante a consulta, podem ser investigados familiares com baixa visão, casos de cegueira, parentes com diagnóstico semelhante, consanguinidade, idade de início da perda visual em familiares, padrão de transmissão entre gerações e quais homens e mulheres foram afetados. Em alguns casos, é possível construir uma árvore familiar, chamada de heredograma, para compreender melhor o padrão de herança.
3. Exame oftalmológico. Avalia visão central, visão de cores, visão de contraste, refração, segmento anterior — córnea, íris e cristalino —, retina, mácula, nervo óptico, pressão intraocular e campo visual, quando indicado. O exame clínico continua sendo fundamental mesmo quando há suspeita genética: o teste genético não substitui a avaliação oftalmológica.
4. Exames complementares. Dependendo do caso, podem ser solicitados ou revisados exames como retinografia, autofluorescência, OCT de mácula e de nervo óptico, angio-OCT, campo visual, eletrorretinograma, eletro-oculograma e, quando necessário, exames sistêmicos ou avaliação com outras especialidades. Esses exames ajudam a caracterizar o fenótipo, ou seja, a forma como a doença se manifesta nos olhos.
5. Avaliação da indicação de teste genético. A partir de tudo o que foi reunido, define-se se o teste genético é indicado, qual teste faz mais sentido e como interpretar o resultado dentro do contexto clínico e familiar.