Pacientes com doenças hereditárias da retina podem apresentar complicações que têm tratamento, mesmo quando a doença genética de base ainda não tem terapia específica.
Entre elas estão catarata, edema macular cistoide, membrana epirretiniana, neovascularização em algumas condições, alterações vitreorretinianas e roturas ou descolamento de retina em doenças específicas.
Reconhecer e tratar essas complicações pode melhorar a qualidade visual ou funcional, mesmo em quadros progressivos. A catarata, por exemplo, é frequente em pacientes com retinose pigmentar, e sua correção pode representar ganho visual relevante.
Nesses casos, o planejamento exige atenção redobrada: o estado da mácula, a extensão da degeneração retiniana e a expectativa visual realista influenciam tanto a indicação quanto a escolha da lente.
A formação em retina clínica e cirúrgica é importante justamente para reconhecer essas alterações e indicar o tratamento adequado quando necessário.