Cirurgia Oftalmológica

Cirurgia de catarata e retina: avaliação criteriosa e cuidado individualizado

Cirurgias de catarata e de retina com avaliação cuidadosa sobre a real necessidade, o melhor momento e as opções mais adequadas para o seu caso. Em São Paulo.
Dra. Maria Fernanda Abalem, oftalmologista, realizando exame no consultório

Quais cirurgias a Dra. Maria Fernanda realiza?

A Dra. Maria Fernanda realiza cirurgias de catarata e retina em São Paulo, com avaliação cuidadosa sobre a real necessidade do procedimento, o melhor momento para operar e as opções mais adequadas para cada paciente.Formada em Medicina em 2007, com residência em Oftalmologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e especialização em Cirurgia de Retina pela USP, sua atuação combina formação sólida, experiência clínica e olhar individualizado para a saúde visual a longo prazo.Cada indicação é avaliada com critério: a decisão considera a real necessidade, o melhor momento e o que faz mais sentido para a sua visão a longo prazo. A catarata é a opacificação do cristalino (a lente natural do olho) e seu único tratamento eficaz é cirúrgico. As cirurgias de retina, em geral pela técnica de vitrectomia, tratam condições como descolamento de retina, buraco macular e membrana epirretiniana.

Quando a cirurgia de catarata é indicada?

Na cirurgia de catarata, o cristalino é substituído por uma lente intraocular. A escolha é individual e leva em conta:
  • Visão embaçada que não melhora com óculos: quando trocar o grau já não devolve a nitidez, o problema é estrutural
  • Dificuldade para dirigir, principalmente à noite, com ofuscamento e halos ao redor das luzes
  • Cores mais apagadas e sensação de “véu” sobre as imagens
  • Impacto nas atividades do dia a dia: ler, trabalhar, reconhecer rostos
  • Indicação médica específica, quando a catarata dificulta o acompanhamento de outra doença da retina

A decisão combina o que você sente no dia a dia com os achados do exame. Hoje, com exames e tecnologia mais seguros, não é preciso esperar a catarata ficar “madura” para operar. Ainda assim, o momento certo é individual: nem toda catarata precisa de cirurgia imediata.

Como é escolhida a lente intraocular?

Na cirurgia de catarata, o cristalino é substituído por uma lente intraocular. A escolha é individual e leva em conta:

Indicação

A indicação considera a real necessidade da cirurgia e o melhor momento para o seu caso.

Tipo de lente

Monofocal, tórica, multifocal ou EDoF — cada uma tem vantagens e limitações conforme o seu olho.

Estilo de vida

Expectativas visuais, profissão e atividades orientam a escolha entre mais ou menos dependência de óculos.

Saúde do olho

Grau, astigmatismo, córnea, retina e olho seco influenciam qual lente é mais adequada.

Cirurgias de retina realizadas

Quando há doença na retina ou no vítreo, a cirurgia mais comum é a vitrectomia, indicada para:

A lente intraocular mais cara é sempre a melhor?

Não. A lente mais tecnológica nem sempre é a mais adequada — a melhor é a que se ajusta ao seu olho e à sua rotina.

Lentes “premium” podem reduzir a dependência de óculos, mas não são indicadas para todos os casos. Idade, grau, astigmatismo, saúde da córnea e da retina, olho seco e expectativas pesam na decisão. Uma escolha bem feita evita frustração e melhora o resultado a longo prazo. Por isso a avaliação considera não só a cirurgia de hoje, mas o futuro da sua visão.

Toda cirurgia tem indicação, momento e técnica próprios. Parte do cuidado é avaliar caso a caso se a cirurgia é realmente necessária agora, qual a melhor opção e o que esperar da recuperação — com informação clara e expectativas realistas.

Dra. Maria Fernanda Abalem
CRM-SP 152796 · RQE 123964

Conheça a Dra. Maria Fernanda Abalem

Chefe da Divisão de Genética Ocular do Hospital das Clínicas da USP e professora pesquisadora no Kellogg Eye Center, University of Michigan.

A Dra. Maria Fernanda Abalem é oftalmologista em São Paulo. Une atendimento clínico, ensino e pesquisa científica para oferecer um cuidado completo — da consulta geral às doenças hereditárias da visão.

Atende pacientes de todo o país, muitos encaminhados por outros médicos ou em busca de uma segunda opinião especializada. Cada caso é avaliado a partir da sua história, da sua família e dos seus exames, com diagnóstico baseado em evidências.

Chefe da Divisão
de Genética Ocular

Hospital das Clínicas, USP

Professora e pesquisadora

Kellogg Eye Center,
University of Michigan

Residência Médica e Mestrado em Oftalmologia

Universidade Federal do Rio de Janeiro

Doutorado em retina

Universidade de São Paulo

Pós-doutorado
em genética ocular

University of Michigan

Guia completo sobre cirurgia de catarata e retina

As informações abaixo detalham quando a cirurgia é indicada, como é feita a escolha da lente intraocular e o que esperar da recuperação. Abra as seções que fizerem sentido para o seu caso.

Quando a cirurgia de catarata é realmente indicada?

A catarata é a opacificação do cristalino, a lente natural do olho, e seu único tratamento eficaz é cirúrgico. Isso não significa, porém, que toda catarata precise ser operada agora.

A catarata não deve ser avaliada apenas como “presente ou ausente”. O que orienta a indicação é o impacto na visão e na rotina, somado aos achados do exame.

A decisão considera:

  • intensidade da opacidade do cristalino;
  • impacto na qualidade de vida;
  • dificuldade para dirigir, ler, trabalhar ou usar telas;
  • grau dos óculos e astigmatismo;
  • saúde da córnea;
  • presença de olho seco;
  • saúde da mácula e do nervo óptico;
  • risco de glaucoma;
  • histórico de doenças retinianas;
  • estilo de vida e expectativas visuais;
  • indicação médica específica, quando a catarata dificulta o acompanhamento de outra doença da retina.

Hoje, com exames e tecnologia mais seguros, não é preciso esperar a catarata ficar “madura” para operar. Ainda assim, o momento certo é individual.

A catarata pode ter causa genética?

A catarata relacionada à idade é multifatorial. Pode ser influenciada por idade, exposição ultravioleta, diabetes, inflamações oculares, uso de corticoides, trauma, cirurgias prévias e predisposição individual.

Quando a catarata aparece muito cedo, é bilateral, congênita, familiar ou associada a outros achados oculares ou sistêmicos, pode haver um componente genético mais relevante.

Nesses casos, entender a possibilidade de uma causa hereditária pode ser importante não apenas para o planejamento cirúrgico, mas também para a avaliação de risco em familiares.

Como a lente intraocular é escolhida

Na cirurgia de catarata, o cristalino opaco é substituído por uma lente intraocular. Existem diferentes tipos de lentes — monofocal, tórica, multifocal e EDoF, entre outras — e cada uma tem vantagens e limitações.

A lente ideal para uma pessoa pode não ser a melhor para outra. A decisão depende de:

  • estilo de vida e atividades profissionais;
  • necessidade de leitura e uso de computador;
  • direção noturna;
  • grau prévio e astigmatismo;
  • presença de olho seco;
  • qualidade da córnea;
  • saúde da mácula e do nervo óptico;
  • risco de glaucoma e histórico de doenças da retina;
  • expectativa do paciente;
  • tolerância a fenômenos visuais como halos e glare;
  • possibilidade de doenças futuras.

Esse último ponto é essencial: a escolha deve considerar não apenas o desejo visual imediato, mas a longevidade ocular. Pacientes com alterações maculares, glaucoma ou risco elevado de doença retiniana podem não ser bons candidatos a determinados tipos de lente.

A lente mais tecnológica é sempre a melhor?

Não. Lentes “premium” podem reduzir a dependência de óculos, mas não são indicadas para todos os casos.

Uma lente multifocal, por exemplo, distribui a luz entre diferentes distâncias de foco. Isso pode reduzir o uso de óculos, mas também pode reduzir a sensibilidade ao contraste e aumentar a percepção de halos ao redor das luzes — algo especialmente relevante para quem dirige à noite.

Em olhos com alterações na mácula, no nervo óptico ou na córnea, esse tipo de lente pode comprometer a qualidade visual final. Nesses casos, uma lente monofocal ou monofocal avançada costuma oferecer um resultado mais previsível e seguro.

Uma escolha bem feita evita frustração e melhora o resultado a longo prazo. O objetivo é alinhar tecnologia, segurança e expectativa realista.

Por que tratar o olho seco antes de operar

Diagnosticar e tratar o olho seco antes da cirurgia é especialmente importante, e frequentemente subestimado.

A superfície ocular alterada pode interferir na qualidade das medidas pré-operatórias, no cálculo da lente intraocular, no conforto pós-operatório e na qualidade visual final. Um cálculo feito sobre uma córnea com superfície irregular pode resultar em grau residual inesperado depois da cirurgia.

Por isso, a avaliação da superfície ocular faz parte do planejamento cirúrgico, e não é uma etapa separada dele.

Como é a cirurgia de catarata

A cirurgia de catarata é um dos procedimentos mais realizados e mais seguros da medicina.

É feita em geral com anestesia local e sedação leve, em regime hospitalar, sem necessidade de internação prolongada. O cristalino opaco é fragmentado e removido, e a lente intraocular escolhida é posicionada no lugar dele.

A recuperação costuma ser rápida, com melhora visual progressiva nos primeiros dias. As orientações pós-operatórias — uso de colírios, cuidados com esforço físico e proteção ocular — são individuais e definidas conforme o caso.

Como em qualquer procedimento, existem riscos, que devem ser discutidos individualmente antes da decisão.

Cirurgias de retina: quando são indicadas

Quando há doença na retina ou no vítreo, a cirurgia mais comum é a vitrectomia. A técnica consiste em remover o gel vítreo do olho para permitir o acesso e a manipulação da retina.

Ela pode ser indicada para:

  • descolamento de retina, que exige tratamento rápido para preservar a visão;
  • buraco macular e membrana epirretiniana, que distorcem a visão central;
  • hemorragia vítrea e complicações da retinopatia diabética avançada.

É importante destacar que nem toda doença de retina precisa de cirurgia. Muitos casos são tratados com laser, injeções intraoculares ou apenas acompanhamento. A cirurgia é indicada em situações específicas, avaliadas caso a caso.

A recuperação das cirurgias de retina é mais gradual do que a da catarata, ao longo de semanas. Em alguns procedimentos, pode ser necessário manter uma posição específica da cabeça por alguns dias, conforme orientação.

Cirurgia em pacientes com doenças hereditárias da retina

Pacientes com doenças hereditárias da retina podem apresentar complicações que têm tratamento, mesmo quando a doença genética de base ainda não tem terapia específica.

Entre elas estão catarata, edema macular cistoide, membrana epirretiniana, neovascularização em algumas condições, alterações vitreorretinianas e roturas ou descolamento de retina em doenças específicas.

Reconhecer e tratar essas complicações pode melhorar a qualidade visual ou funcional, mesmo em quadros progressivos. A catarata, por exemplo, é frequente em pacientes com retinose pigmentar, e sua correção pode representar ganho visual relevante.

Nesses casos, o planejamento exige atenção redobrada: o estado da mácula, a extensão da degeneração retiniana e a expectativa visual realista influenciam tanto a indicação quanto a escolha da lente.

A formação em retina clínica e cirúrgica é importante justamente para reconhecer essas alterações e indicar o tratamento adequado quando necessário.

O que considerar antes de decidir operar

Toda cirurgia tem indicação, momento e técnica próprios.

Antes da decisão, vale entender:

  • a cirurgia é realmente necessária agora, ou pode aguardar?
  • qual é o ganho visual esperado no seu caso específico?
  • existe alguma condição no olho que limite o resultado?
  • quais são os riscos e como eles se comparam ao benefício?
  • qual lente ou técnica é mais adequada e por quê?
  • como será a recuperação e quanto tempo ela leva?
  • o que precisa ser tratado antes da cirurgia?

Parte do cuidado é avaliar caso a caso se a cirurgia é realmente necessária agora, qual a melhor opção e o que esperar da recuperação — com informação clara e expectativas realistas.

Como funciona a consulta
com a Dra. Maria Fernanda

Etapa 1

Histórico clínico e familiar

Conversamos sobre seus sintomas, exames anteriores e casos de problemas de visão na sua família — muitas vezes, a principal pista para o diagnóstico.

Etapa 2

Exame oftalmológico completo

Avaliação detalhada da retina, da mácula, do nervo óptico e das demais estruturas dos olhos.

Etapa 3

Exames de imagem e teste genético

Exames complementares e teste genético apenas quando realmente ajudam a definir o diagnóstico ou o tratamento.

Etapa 4

Diagnóstico e plano de cuidado

Se houver diagnóstico, você sai da consulta com ele organizado, os próximos passos definidos e orientação para você e sua família.