Especialista em Doenças Hereditárias da Retina

Doenças hereditárias da retina: diagnóstico e acompanhamento especializado em São Paulo

Retinose pigmentar, doença de Stargardt e outras distrofias da retina — investigação detalhada, teste genético quando indicado e acompanhamento com uma das principais especialistas do Brasil.
Dra. Maria Fernanda Abalem, oftalmologista, realizando exame no consultório

O que são doenças hereditárias da retina?

Doenças hereditárias da retina são um grupo de doenças genéticas que afetam a retina e causam perda de visão progressiva — algumas desde a infância, outras só na vida adulta. A retina é a camada no fundo do olho que capta a luz e permite enxergar; nessas doenças, alterações nos genes fazem suas células se degenerem aos poucos. São condições raras, que afetam cerca de 1 em cada 2.000 a 4.000 pessoas.

Quais são os sintomas das doenças hereditárias da retina?

São mais de 250 genes envolvidos e dezenas de condições. As mais frequentes:
  • Dificuldade para enxergar à noite (cegueira noturna), muitas vezes o primeiro sinal
  • Perda da visão periférica (visão em túnel): tropeços e esbarrões nas laterais
  • Redução da visão central: dificuldade para ler e reconhecer rostos
  • Sensibilidade à luz (fotofobia)
  • Alteração na percepção das cores
  • Baixa visão desde a infância, em alguns casos
Esses sintomas têm várias causas. Só a avaliação especializada define se há uma doença hereditária da retina. Um diagnóstico, porém, não significa cegueira certa: a evolução varia muito conforme a doença, o gene envolvido e a pessoa, e muitos pacientes mantêm visão útil por toda a vida.

Quais são as principais doenças hereditárias da retina?

São mais de 250 genes envolvidos e dezenas de condições. As mais frequentes:

Retinose Pigmentar

Cegueira noturna e perda gradual da visão periférica. A mais comum do grupo.

Doença de Stargardt

Perda da visão central, geralmente a partir da infância ou adolescência.

Distrofias de Cones

Alteração de cores, sensibilidade à luz e perda visual progressiva.

Amaurose Congênita de Leber

Baixa visão importante desde os primeiros meses de vida.

Demais condições avaliadas

Também acompanhamos outras doenças hereditárias da retina, entre elas:

Doença hereditária da retina tem cura? E a terapia gênica?

A maioria ainda não tem cura, mas a terapia gênica já é realidade para casos específicos e avança rapidamente.

Hoje existe uma terapia gênica aprovada no Brasil para pacientes com alteração no gene RPE65 (uma forma específica). Para os demais genes, há pesquisas em diferentes estágios — terapia gênica, terapia celular e edição genética. Enquanto isso, o acompanhamento permite retardar a progressão, tratar complicações e preservar a visão funcional.

É essencial distinguir o que já está aprovado do que ainda está em estudo. Nem todo paciente é candidato a terapia gênica. Parte do cuidado é justamente avaliar, caso a caso, quais são as opções reais — com informação confiável e expectativas realistas.

Dra. Maria Fernanda Abalem
CRM-SP 152796 · RQE 123964

Conheça a Dra. Maria Fernanda Abalem

Uma das principais referências em genética ocular do Brasil

A Dra. Maria Fernanda Abalem é oftalmologista em São Paulo e uma das principais referências do Brasil em genética ocular. Une atendimento clínico, ensino e pesquisa científica para oferecer um cuidado completo — da consulta geral às doenças hereditárias da visão.

Atende pacientes de todo o país, muitos encaminhados por outros médicos ou em busca de uma segunda opinião especializada. Cada caso é avaliado a partir da sua história, da sua família e dos seus exames, com diagnóstico baseado em evidências.

Chefe da Divisão
de Genética Ocular

Hospital das Clínicas, USP

Professora e pesquisadora

Kellogg Eye Center,
University of Michigan

Residência Médica e Mestrado em Oftalmologia

Universidade Federal do Rio de Janeiro

Doutorado em retina

Universidade de São Paulo

Pós-doutorado
em genética ocular

University of Michigan

Perguntas frequentes sobre
Doenças Hereditárias da Retina

Doença hereditária da retina sempre passa para os filhos?
Depende do padrão de herança e do gene. O teste genético e o aconselhamento ajudam a entender o risco real para cada família.

Com que idade os sintomas aparecem?
Varia: algumas formas se manifestam na infância (amaurose congênita de Leber), outras na adolescência e outras na vida adulta.

Existe tratamento além da terapia gênica?
Sim, conforme o caso: suplementação específica em algumas situações, tratamento de complicações como edema de mácula, catarata, inflamação da retina, recursos de baixa visão e acompanhamento para preservar a visão funcional.

Vale a pena o teste genético se não há tratamento para o meu gene?
Frequentemente sim: confirma o diagnóstico, esclarece o prognóstico, orienta a família e pode dar acesso a ensaios clínicos.

Filhos e familiares devem se examinar?
Em alguns casos é recomendável, mesmo sem sintomas, para diagnóstico precoce. Avaliado caso a caso.

Atende pacientes de outras cidades?
Sim. Em casos apropriados, parte do acompanhamento pode ser por consulta online.

Como funciona a consulta
com a Dra. Maria Fernanda

Etapa 1

Histórico clínico e familiar

Conversamos sobre seus sintomas, exames anteriores e casos de problemas de visão na sua família — muitas vezes, a principal pista para o diagnóstico.

Etapa 2

Exame oftalmológico completo

Avaliação detalhada da retina, da mácula, do nervo óptico e das demais estruturas dos olhos.

Etapa 3

Exames de imagem e teste genético

Exames complementares e teste genético apenas quando realmente ajudam a definir o diagnóstico ou o tratamento.

Etapa 4

Diagnóstico e plano de cuidado

Se houver diagnóstico, você sai da consulta com ele organizado, os próximos passos definidos e orientação para você e sua família.