A consulta pode variar conforme a idade, a queixa e o objetivo do paciente, mas geralmente envolve uma avaliação ampla e individualizada.
1. História clínica detalhada. Inclui sintomas, antecedentes, doenças sistêmicas, medicamentos, cirurgias, estilo de vida, uso de telas, hábitos, rotina visual e objetivos do paciente. Também são consideradas queixas como dificuldade para leitura, piora da visão noturna, embaçamento visual, olho seco, dor ou desconforto ocular, moscas volantes, flashes, perda de campo visual e dificuldade com luzes, contraste ou direção noturna.
2. História familiar. Pode revelar riscos importantes. São investigados casos de glaucoma, degeneração macular, cegueira, baixa visão, miopia alta, catarata precoce, doenças hereditárias da visão, descolamento de retina, ceratocone e neuropatias ópticas. Quando há suspeita de uma condição hereditária, a avaliação pode ser aprofundada e, em alguns casos, direcionada para a genética ocular.
3. Exame oftalmológico completo. Pode incluir avaliação de acuidade visual, grau dos óculos, pressão intraocular, córnea, cristalino, retina, mácula, nervo óptico, superfície ocular e motilidade ocular e alinhamento, quando indicado. O exame clínico continua sendo a base da avaliação: a tecnologia complementa, mas não substitui o raciocínio médico.
4. Exames complementares quando indicados. Nem todo paciente precisa de todos os exames. Podem ser utilizados retinografia, OCT de mácula, OCT de nervo óptico, campo visual, paquimetria, topografia ou tomografia de córnea, biometria ocular, angio-OCT, avaliação da superfície ocular, mapeamento de retina e exames específicos de retina ou nervo óptico. O objetivo é usar exames avançados de forma criteriosa: nem de menos, nem em excesso.
5. Plano individualizado. Ao final da avaliação, o objetivo é construir um plano claro: quais riscos foram identificados, quais exames são necessários, qual a frequência de acompanhamento, quais sinais de alerta observar, se há indicação de tratamento, se há necessidade de cirurgia, se a genética pode ser relevante, quais decisões podem impactar a saúde ocular no futuro e quais estratégias podem preservar a visão a longo prazo.